sexta-feira, 11 de março de 2016

Micro e pequenos negócios crescem com anúncios no Facebook



  




O Facebook anunciou nesta semana ter atingido a marca de 3 milhões de anunciantes ativos no mundo, a maioria composta por pequenas e médias empresas. Foi um salto de 50% em relação aos 2 milhões de um ano antes. A amplitude, o poder de segmentação e a definição de objetivos das campanhas na rede social são atrativos para os negócios que almejam crescimento, uma vez que é possível alcançar 99 milhões de pessoas no Brasil e mais de 1 bilhão no mundo.

A Brigadore, loja especializada em brigadeiros gourmets com sede em Manaus, teve seu negócio impulsionado antes mesmo da abertura de uma loja física. Apaixonado por culinária, o designer Thiago Castro postava fotos dos seus doces em sua página na rede social quando começou a receber mensagens de pessoas querendo comprar os confeitos. Com o boca a boca virtual e o aumento do volume de pedidos, o designer decidiu largar a profissão para investir na Brigadore.

O negócio, que está em operação desde outubro de 2012, já conta com 10 mil curtidas em sua página e atrai aproximadamente 300 a 400 novos "likes" por dia.

Castro diz que, apenas com a criação da página da loja, passou a vender de 600 a mil doces por dia. Após investir nos anúncios oferecidos pela plataforma, chegou a vender 5 mil doces por dia. O aumento da demanda possibilitou a abertura de duas novas lojas e a contratação de 30 funcionários.

A principal ferramenta de marketing da Brigadore são as redes sociais, principalmente Facebook e Instagram. "Como trabalho com comida, que é algo muito visual, observei que as fotos na internet dão um retorno muito grande", conta.

Moda

O e-commerce mineiro de camisetas criativas Chico Rei, com sede em Juiz de Fora (MG), apostou na ferramenta para popularizar sua marca, e também para conhecer melhor o gosto do seu público. "Antes de produzir um produto em larga escala, postamos uma prévia para ver a aceitação", diz o assessor de marketing e comunicação da loja, Tiago Vieira.

A marca está na rede social desde 2010, mas só em 2012 começou a investir na plataforma para geração de negócios. Em 2013, a empresa observou seu maior crescimento. "Nosso faturamento aumentou 143%, e saltamos de 25 mil para 500 mil curtidas na página no período de um ano", afirma. Atualmente, a página conta com 750 mil fãs.

A estratégia da Chico Rei é marketing de conteúdo com foco no público certo. Como uma empresa que se considera jovem e divertida, o investimento em redes sociais se torna fundamental. As campanhas são segmentadas por idade, na faixa de 18 a 35 anos, região e interesses como cinema, rock, games e séries.

"A ferramenta possibilita que atinjamos nosso público-alvo, e com uma abordagem mais intimista e próxima ao cliente, diferente das propagandas tradicionais", comenta Vieira. O resultado disso é uma taxa de 2,9% de conversão de visitas ao site em vendas.

Beleza

O talento da cabeleireira Flávia Machado, especializada em cabelos loiros, também ganhou reconhecimento com ajuda dos anúncios. O marido e proprietário do salão Gurias Beauty, Fábio Mariuzzo, começou a postar fotos do "antes e depois" das clientes na rede social. Com o sucesso e aumento da clientela, Mariuzzo precisou comprar um salão e aumentar a equipe para 17 funcionários.

Localizado em Campinas (SP), o novo espaço foi inaugurado em agosto de 2014 e já conta com 16 mil curtidas na página. Segundo o proprietário, 60% das clientes chegam até o salão por meio da plataforma.

"Quando inauguramos, gastamos R$ 2 mil com anúncio em rádio e R$ 2 mil com panfletagem para divulgar o salão, mas não tivemos resultado. Com um pequeno investimento de R$ 300 nos anúncios do Facebook, o telefone não parou de tocar", diz Mariuzzo.

O empreendedor afirma que gasta, em média, R$ 1 mil nos anúncios, e que o retorno sobre o investimento é de 25%. O salão atende de 500 a 600 pessoas por mês - e cerca de 200 são novas clientes. Segundo Mariuzzo, o faturamento aumentou em cinco vezes com a divulgação.

O gerente de pequenas e médias empresas do Facebook no Brasil, Gustavo Donda, diz que a ferramenta favorece o pequeno empreendedor, que geralmente tem pouco dinheiro para investir em marketing e acesso restrito à tecnologia.  "Além de ser uma plataforma de fácil uso, ela oferece as mesmas possibilidades de um grande anunciante", afirma.

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